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Fringe – Force Perspective (S04E10)

janeiro 30, 2012

E pensar que depois de alguns episódios desenvolvendo a trama mais densa da mitologia do seriado Fringe simplesmente para um pouco, retoma o final do episódio com o “O Observador” baleado e falando para Olivia que a morte dela é inevitável em todos os futuros possíveis e voltamos a ver Olivia com enxaquecas, Nina Sharp fingindo que é boazinha e ficamos só com o “lado de cá” para acompanharmos.

Foi um tipico “caso da semana”. Uma menina que, ao que tudo indica, passou pela Massive Dynamics, mas já nasceu com o dom que ela tem. Ela consegue ver a morte das pessoas e as desenha. Num afã de tentar impedir que a pessoa venha a morrer ela tem como costume entregar esses desenhos para a pessoa, mas nunca obteve êxito em evitar que a morte da pessoa viesse a ocorrer. Então, ela conhece Olivia Duhan, em meio a todos os questionamentos internos dela a respeito do destino, se ele é inevitável e por aí vai.

Foi um bom episódio para darmos uma descansada nos neurônios, que estavam um tanto agitados depois dos eventos dos episódios passados. E, ao que parece, fez bem para a audiência também, que aumentou um pouco. Também foi interessante para vermos que algumas coisas realmente são bem diferentes nessa realidade alternativa que estamos vendo em Fringe. Walter não tem costume de utilizar a hipnose, a Divisão Fringe não conhecia os Observadores.

#SAVEFRINGE

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Homeland – Impressões sobre a 1ª temporada

janeiro 27, 2012

Lembro que fiquei o segundo semestre do ano passado acompanhando, via twitter, uma grande quantidade de pessoas empolgadas com um seriado em específico. Elogiavam a atuação de seus protagonistas (Claire Danes e Damian Lewis), a qualidade do roteiro, a coragem em fazer críticas ao governo norte-americano e as ações no Iraque e etc. Como estava numa correria sem tamanho por causa do trabalho, decide ver o seriado durante as minhas férias. Foi a melhor coisa que fiz.

Homeland é daqueles seriados que são feitos para serem vistos em forma de maratona. Foram dois dias para ver os 12 episódios e uma certeza: Homeland foi o que houve de melhor na temporada 2011 de seriados, e muita coisa ainda está para se desenvolver.

Homeland começa no Oriente Médio, onde acompanhamos Carrie Mathison (Claire Danes) indo se encontrar com um prisioneiro, um encontro que não consegue chegar plenamente ao fim, mas algo muito importante é sussurrado no ouvido da loira. Alguns anos mais tarde um soldado norte-americano, dado como desaparecido há oito anos, reaparece. Junto a isso tudo, temos um cenário estadunidense pós-11/09, todo o clima de conspiração, o pânico constante do terrorismo e atentado iminente.

No decorrer de todo o seriado vemos o desenvolver de um personagem e a construção de um excelente ator. Damian Lewis, responsável por dar forma ao dúbio, estranho, contraditório e estupendo Nicholas Brody. Lewis dá vida de forma intensa a um personagem que poucos atores conseguiram dar tantas camadas de personalidade a ele. Digno de ser colocado ao lado de Walter Bishop e John Locke, Brody demonstra uma complexidade sem tamanho. Um soldado exemplar, um pai de família que tenta se encaixar dentro de todo o contexto que se formou em sua ausência, a descoberta da traição, o embate ideológico.

E, falando em embate, não podemos deixar de ressaltar o trabalho de Claire Danes, principalmente na fase final do seriado, ao dar um show em seus momentos de crise devido ao problema neurológico da personagem. Inteligente, sagaz, desconfiada o tempo inteiro de tudo e todos que estão a sua volta, Carrie Mathison também um uma construção como poucas dentro dos seriados (só perdendo para Brody).

Agora, com o desfecho que tivemos nessa primeira temporada, fica em aberto muita coisa da história de Homeland, e inclusive tudo se torna um tanto perigoso para o desenvolvimento da série. Conseguirão os roteiristas evitarem que a série não canse e caia no clichê. Lewis e Danes conseguiram entregar atuações como as que tivemos na primeira temporada? São perguntas que ficam no ar, e que só saberemos suas respostas (ou não) quando se iniciar a próxima temporada.

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White Collar – S02E14-16

janeiro 26, 2012

Interessante retomar uma série depois de tanto tempo longe da mesma e perceber que, mesmo dessa forma, você não está perdido dentro da trama dela. São poucos os seriados que conseguem essa proeza, e White Collar é um deles.

Retomando o seriado do episódio 14 (o último comentário que fiz aqui foi sobre os episódios 01 ao 06), a trama de Neal Caffrey e Peter Burke demonstra uma maturidade muito grande ao amarrar, aparentemente, uma ponta que tinha ficado solta lá no final da primeira temporada, mas, também, fecha com chave de ouro ao mostrar um lado de Neal que não esperávamos ver.

Tudo que sempre foi elogiado por mim nesse seriado permanece presente. A interação excelente entre os protagonistas, que agora se estende também para Mozzie, Elisabeth e outros personagens. Mais uma vez Burke se mostrou a frente do que pensávamos e se saiu muito bem uma tarefa que não era possível de se imaginar que ele viesse a se sair bem. Ver Neal também cada vez mais tentado a se tornar um “engravatado” e até se comportando como tal também foi algo interessante, mesmo que não tão inesperado assim. Afinal, tudo parece ser perfeito demais na vida de Burke.

O retorno de Sara, por mais que previsível, trouxe uma nova dinâmica para a trama que espero ver continuar, mas devo admitir que tal fato pode vir a trazer um grande perigo para o desenvolvimento da história. E, bom…

Ao que parece, pelo menos por enquanto, White Collar, perdeu aquela aura de haver algo maior por trás da história, pelo menos com o fechamento desse arco na segunda temporada.

Agora, é fazer um intensivo da 3ª temporada para compensar o tempo perdido.

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Fringe S04E05-09

janeiro 23, 2012

Fiquei um pouco parado com Fringe devido ao final do ano letivo na escola onde trabalho, então vou fazer um post rápido falando a respeito desses quatro episódios resumidamente e depois retomarei com um post um pouco maior a respeito do último episódio.

Interessante perceber como a aparecimento de Peter nesse universo que começamos a acompanhar mexeu com as coisas. Inicialmente visto com muita desconfiança, aos poucos Peter Bishop foi ganhando espaço junto aos personagens e a nova Divisão Fringe que estamos acompanhando nessa temporada. Sim, “nova”. Em um dado instante Peter chega a conclusão que nos era necessária para entendermos muitas coisas que estavam ocorrendo. Com a “morte” de Peter no final da terceira temporada, nós não tivemos apenas a linha do tempo reescrita. Além disso, nós tivemos o surgimento de realidades completamente diferentes. Os universos das três primeiras temporadas não são esses mesmos universos da 4ª temporada. São semelhantes, mas não são os mesmos.

Também observamos no decorrer desses 4 episódios que alguns personagens não são assim tão confiáveis quanto estavam transparecendo no início dessa temporada. Nina Sharp, como a do universo das primeiras temporadas, aqui também tem suas histórias escondidas, tem seu lado sombrio. O Coronel Broyles também não demonstra ser muito confiável, e não digo isso apenas falando a confiabilidade em relação ao universo dos “mocinhos” (se é que podemos falar assim, em Fringe), mas também em relação ao seu próprio universo. No meio disso tudo, um outro personagem, Walternativo, demonstra ser mais preocupado com o bem comum do que o foi durante a terceira temporada (ou quer fazer com que o público acredito que seja).

O que podemos resumir no meio de tudo o que mudou dentro de Fringe com o retorno de Peter Bishop, é que a trama vem ganhando em complexidade nessa quarta temporada e que temos que reforçar cada vez mais o coro de #SAVEFRINGE.

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Fringe – Subject 9 (S04E04)

outubro 16, 2011

Ainda estou sobre algum efeito que não me deixa enxergar ao certo quais as consequências dos eventos desse episódio para toda a história desenvolvida até aqui e, especialmente, para a desenvolvida dentro dessa nova realidade que é a 4ª temporada. Mas, algumas coisas eu posso dizer a respeito, pelo menos eu acho.

Manipulação do tempo, antecipar um minuto do relógio no momento em que surge algo meio indescritível em cena, uma espécie de aura azulada e disforme. E, o aparecimento desse “ser” mexe com o magnetismo e atrai objetos de metal. Tudo isso se desenvolve logo no início do episódio, quando vemos Olivia deitada e dormindo tranquilamente. Depois, vemos novamente algo semelhante, no que diz respeito ao mexer com o tempo, quando Olivia e Astrid retornam ao apartamento da primeira e Walter vê pela micro-câmera da segunda algo que ainda não havia ocorrido, e que instantes depois vem a acontecer. E, então, temos uma ligação desses acontecimentos com os testes de cortexipham e um suspeito de estar perseguindo Olivia, pelo fato de ela sempre ter sido admirada, por ser a mais forte. Toda a receita para mais um caso simples de Fringe, quando os roteiristas não estão muito afim de desenvolverem as coisas e aí pegam alguns pontos relacionados à mitologia do seriado para escrever um episódio para encher a temporada. E então somos surpreendidos.

Ao chegar no final, aquilo que era disforme assume uma forma, um rosto, que nos é muito conhecido, e então Olivia atira para o o alto, evitando a destruição daquele “ser”, sem saber ao certo o porque de seu ato. Somos transportados para o Lago Reiden e Peter emerge da água, como que buscando ar para evitar o afogamento. Simplesmente fantástico, tendo-se em conta que esse Peter que emerge do lago é aquele do outro universo que muitos anos antes veio com Walter do universo paralelo e “morreu” afogado. E ele retorna sabendo muitos detalhes a respeito da Divisão Fringe, enquanto todos simplesmente não sabem nada sobre ele.

Como isso se desenvolverá ao longo de toda a trama, esse encaixar do Peter que nunca existiu dentro desse novo universo e as implicações disso tudo é algo que, confesso, estou mais do que curioso para saber. Daqui a 15 dias (sim, a FOX resolveu dar uma pequena pausa. ÓDIO!!!) veremos.

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Fringe – Alone in the world (S04E03)

outubro 12, 2011

Impressionante como Fringe consegue nos prender do início ao fim e resolver lacunas dentro de seu próprio roteiro.

Finalmente nesse episódio eu tive algumas perguntas minhas respondidas. Nos dois primeiros episódios tudo levava a crer que Peter nunca havia existido, mas não é bem por aí. Ele existiu sim, até a idade em que morreu, ainda infante. Peter continuou sendo o motivador para que Walter descobrisse o universo paralelo. Até aí, tudo ótimo. Mas, bom, algumas perguntas ainda não foram respondidas, tipo: Se Peter não chegou a idade adulta, como a máquina foi ativada então? Mas, que já foi bom ver uma pergunta respondida, isso foi!

Também é interessante ver o caminho que essa temporada está seguindo. Os últimos casos, fortemente ligados a questões emocionais, dão um toque a mais no seriado, mostrando também as mudanças nos sentimentos por parte de vários personagens envolvidos na trama. Tocante o caso do menino que se apega ao fungo, criando uma espécie bem incomum de simbiose, e ver o impacto que a morte prematura de Peter teve sobre Walter.

Mas, a grande sacada, mesmo que um tanto previsível, foi justamente o compartilhamento de visões entre Walter e Olivia. Primeiro vemos Olivia utilizando um programa de comparação de faces, e então, no final, ao intervir em um processo de “autolobotomização” de Walter, Olivia mostra aquilo que já esperávamos. Desde o início dessa temporada ela tem sonhos com Peter. Intrigante. Walter tem visões e também escuta chamados de Peter. Olivia, tem sonhos. Isso se liga ao passado de ambos com a pessoa. Para Walter, Peter é como se fosse um fantasma, uma vez que ele é seu filho morto. Já para Olivia, ele é uma boa lembrança, devido a relação de carinho e amor que ambos tiveram na terceira temporada.

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Fringe – One Night in October (S04E02)

outubro 6, 2011

Como foi bom estar de volta ao velho e excelente ritmo de Fringe. Ainda não ficou perfeito, mas que foi bem melhor do que a season premiere, isso foi!

O episódio inteiro se focou na influência que pessoas podem ter em nossas vidas, nos caminhos que seguimos e nas decisões que tomamos. Logo no início do episódio somos apresentados a um serial killer, mais um caso para a Fringe Division, mas com um detalhe, esse caso ocorre no universo paralelo. Isso não é novidade, dado que na terceira temporada passamos acompanhando casos da Fringe Division tanto de um lado quanto de outro. Mas, o que difere aqui é justamente o fato de que o “lado de lá” resolve pedir ajuda ao “lado de cá”. A ideia é simples. O assassino é um duplo de uma pessoa que ainda está viva do “lado de cá”, e essa pessoa é um professor universitário especialista em assassinos seriais. A Olivia de cá então requisita a assessoria dele para resolver um caso do outro lado e “lá” o entrega para a Olivia ruiva, que pintou o cabelo para se passar pela loira. É lógico que não demorou muito para o professor descobrir que ele se encontrava na outra realidade.

Durante todo o episódio pudemos ver algumas alterações claras na linha temporal e na presença de alguns personagens, algo ocasionado pelo fato de que nessa linha atual Peter nunca existiu. Broyles do “lado de lá” está mais vivo do que nunca, o Lee do lado de lá não apresenta mais queimaduras, Olivia matou o próprio pai. São alguns detalhes que podem parecer pequenos, mas que fazem diferença e não estão ali, sendo colocados no roteiro, simplesmente para mostrar que houve mudança.

E, como eu disse, o episódio passou o tempo inteiro discutindo a questão da influência de algumas pessoas sobre as nossas escolhas e sobre a formação do caráter e da moralidade das pessoas. Mais do que pensar que Peter deixou uma marca indelével na alma de Olivia, eu penso no que a nunca existência dele na vida dela pode trazer de mudança para a formação de seu caráter.

Discussões profundas estão por vir e Fringe está definitivamente de volta!

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Terra Nova – Instinct (S01E03)

outubro 5, 2011

Interessante vermos que dentro de todas as possibilidades de se mostrar um episódio carregado no drama e suspense Terra Nova decide fazer um “Mundo Perdido” com um pouco mais de qualidade nesse terceiro episódio.

Um espécime de réptil desconhecido começa a rondar Terra Nova e deixa todos preocupados. Motivo, migração e acasalamento. Justamente num episódio em que vemos o casal principal ter uma série de dificuldades para conseguirem ter a primeira noite de sexo depois de dois anos nos quais o patriarca ficou preso. No decorrer disso, vemos o surgimento de interesse entre Josh e Skye (sério?!) e a filha “gênia” perguntando para o pai como se sabe que um rapaz está afim dela.

Tudo bem leve, não é mesmo? Então… É isso que Terra Nova é. A grande aposta de todos se mostra, pelo menos em seu início, um seriado leve, daqueles que você assiste para descansar a mente. Não vejo problema algum nisso, e eu sempre preciso de um seriado assim para acompanhar, porque ver apenas tramas densas como Fringe e Justified é um negócio que cansa, e é por isso que não me furto a elogiar Terra Nova. Em um emaranhado de seriados que tentam ser cada vez mais complexos (como os promissores Alphas, Person of Interest, e as bombas já abandonadas The Event e Flashforward), esse exemplar produzido por Spielberg nos traz a leveza que faltava, mas com qualidade. Obviamente, algumas infantilidades pode ser deixadas de lado, como a exposição excessiva do ciúme do “Shannon Pai”. Se querem mostrá-lo como superprotetor, exclusivista e tal, tudo bem… mas podem fazer isso de forma mais discreta no decorrer dos demais episódios. E, essa fórmula do “antigo namorado da faculdade”, venhamos e convenhamos que cansou também, e já tem tempo. Mas, tirando isso, Terra Nova está caminhando bem para se tornar uma produção de escapismo. Você se contentará com isso? Eu me contentarei com isso? São perguntas que só os espectadores poderão responder.

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Fringe – Neither here nor there (S04E01)

outubro 4, 2011

Depois de uma terceira temporada com eventos de proporções cataclísmicas, o que poderíamos esperar do retorno de Fringe era algo muito melhor do que vimos no primeiro episódio da 4ª temporada.

Concordo que essa temporada atual tem uma missão complicada: conquistar audiência para que o show permaneça no ar. Não será fácil, não mesmo. Fringe apresenta uma trama densa em excesso, algo que o grande público norte-americano, muito mais afeito a dramas médicos ou comédias idiotas, não está muito acostumado. Justamente por isso, algumas características desse primeiro episódio não agradaram tanto o público cativo e, digo mais, em si, ele foi até mesmo ruim para os que não acompanham.

Tudo foi excessivamente mastigado e repetido à exaustão nesse primeiro episódio, e muitas vezes eu me senti até incomodado e ofendido, pois ver Olívia falar tantas vezes em pouco mais de 40 minutos que sente um vazio dentro dela foi algo chato demais. Outra coisa incômoda foi a inserção excessivamente rápida de Lee dentro da “Fringe Division”. Tudo bem que ele é um agente e que todos nós sabíamos que ele acabaria fazendo parte da equipe, ainda mais porque um parceiro para Olívia e alguém novo e não inteirado em tudo que está ocorrendo é necessário para servir como uma desculpa para explicar tudo para os novatos no seriado. Mas, foi rápido demais e forçado em excesso. E, mesmo o caso em si não foi interessante. Uma demonstração de “mais do mesmo”, nada além disso.

Mas, algumas coisas boas também pudemos ver nesse episódio. A pergunta que foi colocada nas “promos” continua: “Where is Peter Bishop?”. É algo que ronda o episódio inteiro e vê-lo como uma espécie de “fantasma”, por mais que seja um recurso batido e nem um pouco inventivo, foi interessante. Também observar algumas implicações que esse reescrever da “linha do tempo” em Fringe traz revelações. Lee não conhecia Olivia, nem ninguém mais. Uma demonstração nítida de que a “não existência” de Peter levou a um rearranjo dentro da estrutura da história dos personagensem Fringe. E, mais uma vez, ver o Observador negando-se a fazer algo que era necessário que ele fizesse, como que numa demonstração de apego a Peter e Walter Bishop, foi belíssimo. E, por falar em beleza, como é bom ver John Noble, como sempre magistral em seu personagem, que agora demonstra estar fora de controle em relação ao Walter que vimos em temporadas passadas.

Mas, antes de finalizar esse review, gostaria de compartilhar algumas dúvidas minhas que surgiram ao longo desse episódio e do segundo, que logo escreverei sobre ele:

Se nessa nova linha temporal Peter Bishop nunca existiu, temos alguns buracos no roteiro, pelo menos por enquanto. Durante as três primeiras temporadas, vimos que o que incentivou Walter a cruzar a linha que separa os universos foi a morte de seu filho. Isso o fez ir ao “universo paralelo” e roubar o Peter de lá de seu duplo. Então, se Peter Bishop, nessa nova linha temporal nunca existiu, qual foi o motivo que levou Walter a ir para o “lado de lá”? Apenas a curiosidade científica? Outra pergunta que me vem a mente diz respeito a “máquina do Juízo Final”, que faz a ponte entre os dois universos. Vimos na terceira temporada que a mesma só é ativada por Peter Bishop, então, como ela foi ativada, se Peter Bishop nunca existiu.

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Alphas – 1ª temporada

setembro 30, 2011

A missão não era nem um pouco fácil. De do “samba do crioulo doido” que havia se tornado Heroes, fazer um seriado envolvendo personagens com “poderes” era algo arriscado demais. Tudo tinha dado bem certo na primeira temporada de Tim Kring, mas a demais, viraram uma bagunça que fez com que o público ficasse com um pé atrás com qualquer coisa que viesse a ter uma premissa semelhante. Mesmo assim o canal SyFy resolveu apostar algum dinheiro e bancar a primeira temporada de Alphas. Afinal de contas, um dos criadores era o homem por trás dos roteiros de X-Men 2 e 3, bons filmes no estilo “pessoas com poderes”.

O seriado já começa nos mostrando a existência de uma espécie de “grupo secreto” de pessoas com poderes específicos. Uma mulher que consegue convencer os outros de fazerem tudo que ela deseja, um homem que quando fica “irritado” aumenta sua força, um rapaz que consegue captar toda e qualquer transmissão eletromagnética, e uma moça que tem sentidos super-aguçados. Já no primeiro episódio um novo membro é adicionado ao grupo, ele tem algo que podemos resumir como “super capacidade de movimentos premeditados”. Todo eles são orientados Dr. Lee Rosen, psiquiatra especialista em “alphas”.

Ao longo de toda a primeira temporada (que como todo “mid-season” tem poucos episódios, 11 nesse caso) vemos o desenvolvimento desse grupo, com os mesmos ganhando cada vez maiores responsabilidades, passando a se tornar uma espécie de “força tarefa”. Também ficamos sabendo que os “alphas” não são recentes, mas que foram descobertos durante o período da Guerra Fria, mas que existem há ainda mais tempo do que isso.

A temporada não é perfeita, há uns 3 episódios que são ruins e pouco contribuem para o desenvolvimento da trama principal. Mas, cumpriu muito bem aquilo que se destinava e, já renovada para uma segunda temporada, tem potencial para se tornar ainda mais densa.

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